Não quero te pressionar respondendo no mesmo dia, mas eu gosto muito de escrever no calor do momento (podia guardar uns dias escrito e postar depois, but i’m a diva). Eu fico tão feliz de ver esse movimento na sua vida, de que nada nunca está no mesmo lugar. Eu sempre soube que você ia dominar o mundo. Eu ando muito feliz com essa sensação de que meus amigos estão tirando diploma de adulto, todo mundo sendo foda no papel que escolheu ocupar e quase sempre descobrindo que pode caber em mais mil lugares diferentes no processo. Essa sensação constante de que tenho as pessoas certas por perto tem me deixado bem feliz…

é um pouco isso que eu tenho pensado sobre o amor. Tô dividindo na minha cabeça as mulheres da minha vida, independente de ter dado super certo por muito tempo ou não, entre as que eu me sentia leve e as que eu me sentia pesado. E tracei essa linha de que daqui pra frente eu só quero amor se eu me sentir mais leve, forte e rápido, sabe? Eu acho que a fórmula – penso muito nisso com meus sócios e amigos também – pras coisas continuarem boas, pra paixão não acabar é que você continue sentindo essa sensação de aceleração no estômago, essa possibilidade ser positivamente surpreendido. Quando eu tenho medo de agir sei que tô no lugar errado, quando eu tenho medo de parar de pedalar e cair eu sei que tô no lugar certo. Eu morro de saudades de sentir isso, esse orgulho quase secreto de CARALHO alguém que eu beijo joga coisas maravilhosas no mundo. Quero sentir essa vertigem de novo ou não quero sentir nada. Talvez eu esteja influenciado demais pelas letras do Father John Misty (só pra linkar com o outro assunto).

Eu fui no queremos praticamente só pelo Father John Misty. E foi maravilhoso. Ele é um showman, domina o palco, o show é bonito demais. MAS… o show do Rincon explodiu minha cabeça. Talvez seja o lugar comum mais antigo do mundo, mas eu nunca tinha ido em show de rap grande (só em algumas rodas, eu sou um ouvinte solitário de quase tudo, né). São dois jeitos completamente diferentes de dominar uma platéia. O ritual do FJM é um negócio tão branco, tão neurótico, tão freudiano, sabe? Ele está dominando a plateia mas com medo o tempo inteiro que todo mundo descubra a farsa, que olhem atrás da cortina do mágico de Oz. É bacana mesmo assim, é um espetáculo bonito, mas o custo pessoal parece ser muito grande (e a hierarquia meio ridícula). Já o show do Rincon é um negócio tão cheio de potência e urgência. Tanta vontade e felicidade de estar ali, umas explosões. Um sorriso enorme no rosto de todo mundo da banda. A sensação o tempo todo de que ele só estaria feliz daquele jeito se todo mundo estivesse feliz junto. A minha definição de catarse, comunhão, sei lá que nome dar pra isso mudou completamente. Já fui em muitos shows de muita gente que eu gostava muito e nunca imaginava que eu iria e fui feliz como nunca, mas essa sensação horizontal não lembro de ter sentido antes. Espero que o futuro seja mais Rincon, mais de todo mundo, muito mais África. E que chegue rápido, e que a gente continue acelerando e que nossos amores sejam leves e que a gente continue forte e são pra saber a diferença. Te amo e logo logo tô aí.

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